15 de Agosto de 2008, 20h30 – Praga
“Pois é, a aventura na Rep
ública Checa está a chegar ao fim. Praga é uma cidade muito bonita. A arquitectura dos edifícios é fantástica, fazendo com que se a voltasse a ver, iria reconhecê-la com toda a certeza.
No primeiro dia (13 de Agosto) depois de dormida a sesta (desde as 12h até as 17h), fomos dar uma volta pela cidade. Quando chegámos a Praga de manhã, estava a chuviscar, mas depois de tarde, o sol abriu. A nossa zona, tendo em conta que o sol se estava a pôr, estava muito iluminada, parecendo que o sol tinha acabado de nascer.
Apanhámos então o metro até à estação “Muzeum”, que é perto do centro da cidade. Saímos à rua, já com vontade de jantar, vimos um Mac com menu a 105 Kc, mas decidimos ir ver mais um pouco da rua. Fomos descendo a avenida até encontrarmos um quiosque em que vendia menus de cachorros quentes a 85kc. A fome já era grande, decidimos então jantar ali. Tivemos que jantar em pé, porque não havia lugares sentados ali perto.
Após barriguinha cheia, continuámos a descer a avenida até que fomos ter a uma praça cheia de gente.Realmente, foi o que os nossos colegas tugas em Auschwitz nos tinham dito. Parece o Algarve no verão.
Descemos por uma rua estreitinha, em que nessa rua, loja sim, loja não era de souvenier
s. Entrámos em algumas para tirar ideias do que haveríamos de levar como prova. Depois de quase descer a rua, deparámo-nos com um museu deveras engraçado, “Sex Machines Museum”. Entrámos para ver os preços… 250kc (10€) por cabeça. Decidimos voltar lá na 6ªfeira caso ainda não tivéssemos dentro do orçamento.
Depois, o grande relógio astronómico. Parece que dá o signo correspondente ao dia em que estamos e outras coisas que não conseguimos descobrir. Ficámos então na praça central a admirar as duas catedrais que ali estão, e toda a arquitectura envolvente.
Decidimos ir por outra rua, que também ia dar à mesma praça de onde partimos. Pelo meio encontrámos uma torre muito bonita e (presumo eu) um teatro onde se devem tocar muitas óperas e espectáculos de orquestras. Após isso, lá fomos pela outra rua, que ia dar à praça inicial. Mais do mesmo. Muito comércio, mas desta vez, comércio mais normal (lojas de roupa e afins). Chegámos à praça, já de noite e decidimos voltar para o hotel para ir descansar.
Dia 14, dia de mais um aniversário nosso, decidimos começar o dia, com uma ida à Internet de modo a podermos reservar o hostel para Roma. E assim fizemos. Depois disso, fomos à procura dos correios daqui para enviarmos uns postais daqui para o pessoal. Tivemos que ir até à estação “Müstek”, e pedimos informação a um senhor que lá nos disse onde era. Lá enviamos os postais, e quando saímos porta fora dos correios virámos à direita pois para ali achámos que havia um monumento giro. Pelo meio encontramos um restaurante barato. Com 170kc almoçámos os dois. Prato cheio e bebida. Uma pechincha. LOL
Após barriguinha cheia fomos à procura do tal monumento. Após um bocadinho, demos conta que estávamos perdidos, mas que passámos por pontos giros, como por exemplo, a suposta embaixada de Itália. Como estávamos perdidos, decidimos voltar ao ponto de partida, voltando pelo mesmo caminho de onde tínhamos partido. Decidimos então ir ao castelo de Praga.
Chegados à estação
da respectiva zona do castelo, deparámo-nos com uma pequena fonte onde as pessoas tinham os pés dentro de água. Pudera, estava bastante calor nesse dia. Como não sabíamos o caminho para o castelo, vimos uma excursão de pessoas já com alguma idade, e decidimos segui-los, porque deviam ir para o castelo, tal como nós. Pois bem, seguimo-los até… ao autocarro! LOL Lá tivemos nós que voltar para trás.
Lá vimos as placas que indicavam o castelo,
e lá fomos nós. Para se chegar ao castelo temos que subir uma escadaria ainda algo longa. Mas até se faz bem. Chegados à entrada do castelo lá estavam os guardas imóveis à porta. Só mexiam os olhinhos, coitadinhos. Fomos entrando pelo castelo e fomo-nos deparando com algumas obras de remodelação da catedral que se encontra no centro do castelo, e que tinha uma fila enorme para entrar. Pelo meio ainda, atirámos à fonte umas moedas para pedir uns desejos (não digo, porque é segredo).
Ainda pelo meio disto e perto da dita fonte, eu trazia uma t-shirt de Portugal, e quando estávamos numa ruela do castelo passámos por um grupo de portugueses que exclamaram “Olha Portugal!”, e eu como ouvi os jovens, respondi com um “Boa Tarde”, ao que eles também responderam.
Passado a grande catedral, fomos até uma grande praça dentro do castelo, que estava à sombra naquela hora. Deu para descansar um bocadinho do sol. Depois de sair do castelo, descemos pelos jardins do palácio até à tal fonte onde as pessoas molhavam os pés. Muito bonito. Olhámos para as horas, e já era hora de ir lanchar. Mas como estávamos perto da famosa Charles Bridge, decidimos dar lá um salto.
É muito gira a ponte, a precisa
r de alguns restauros em algumas peças, mas muito bonita. Vê-se imensos artistas de rua, que tem como forma de vida fazer caricaturas, retratos e vender quadros com desenhos dos monumentos da cidade. Quase a chegar ao fim da ponte, estava uma pequena banda a montar o seu estaminé, mas decidimos continua, porque não sabíamos quanto tempo iam demorar. Depois disto apanhámos o metro para casa. Passámos pelo supermercado aqui da zona e trouxemos o nosso lanche e o jantar. Ainda passámos pela hostel para comprar os tickets do pequeno almoço.
Lanchámos, descansámos um pouco, e fomos comprar os souveniers que no dia anterior tínhamos andado a ver. Depois das compras feitas, voltámos à hostel para jantar e ir dormir.
Sexta-feira, 15, dia chuvoso. Levantámo-nos cedo para irmos tomar o pequeno almoço. Andámos um pouco perdidos à procura do local, mas com ajuda de uma senhora lá demos com o sítio. Depois disto, decidimos ver como estavam os aviões de Milão para Lisboa. Fomos à internet onde tínhamos ido no dia anterior e assim foi. Chegamos a Portugal dia 24 ao final do dia.
Depois disto, como ficámos lá um bom bocado de tempo, já era hora de almoço. Fomos almoçar ao mesmo sítio do dia anterior. Depois, e de barriguinha cheia, lá fomos ao “Sex Machines Museum”. Gost
ei muito. Há engenheiros para tudo. É tudo o que posso dizer. Só pensei que fosse um pouco maior, pelo preço que custou. Saídos do museu fomos até à praça central e quando estávamos a passar pelo relógio, havia imensa gente perto dele. Quando chegámos é que percebemos o porquê. Às horas certas, aparecem bonequinhos à janela. Os bonecos típicos da cidade que víamos como porta-chaves e outros souveniers. Como não apanhámos aquele das 16h completo, decidimos ir lanchar primeiro e voltar mais tarde.
Voltámos para apanhar a sessão das 18h, mas saímos pela porta errada do metro e não conseguimos apanhar o espectáculo. Demos uma volta pela redondeza a ver um bom local para filmar a sessão das 19h. E às 19h em ponto lá apareceram os bonecos. Uma espécie de “cu-cu”, mas que não saem porta fora, apenas andam às voltas. É giro. Depois disto demos por terminada a visita a Praga. Voltámos para casa, para jantar. E agora, enquanto escrevo isto, já está na hora de fazer xixi e ir para a cama. Amanhã é para levantar cedo. Há comboio para Viena às 8h.
Até amanhã,
Sérgio.”