Lisboa

23 01 2010

24 de Agosto de 2008, regresso a casa.

“Bem, o Interrail tinha que terminar eventualmente. Depois de tantos dias a passear e a conhecer novas culturas, sabe bem regressar a casa.

Foram muitas as experiências e peripécias e, apesar de cansativo, voltaria a fazer tudo outra vez.

É uma experiência bastante rica, que nos faz sair um pouco da nossa casca “tuga” e olhar um pouco para o resto do mundo.

Aconselho a quem ainda não fez, a fazer. Vale a pena.

Adeus!

Au revoir!

Auf Wiedersehen!

Do widzenia!

Sbohem!

Arrivederci!

Sofia.”






Florença pt. 2 / Milão

8 01 2010

23 de Agosto de 2008, 21h20 – Hotel Aurélia, Milão, Itália

“Hoje é a última noite do Interrail e como o Sr. Sérgio está com preguiça para escrever, hoje sou eu novamente.

Dia 21 de Agosto de 2008, depois de descansar um pouco, fomos buscar o jantar. Voltámos ao mesmo sítio onde tínhamos ido no dia anterior, à Pizzaria Spizzico. Gostámos das pizzas de lá, pois são parecidas às da Pizza Hut de Portugal, mas maiores. O senhor que nos atendeu parecia saído de um dos filmes americanos de comédia de adolescentes. Era vesgo e o inglês com sotaque italiano era hilariante.

Depois das pizzas, fomos dormir. Na manhã seguinte acordámos, tomámos o pequeno-almoço e fomos até às galerias da academia. Como não tínhamos reservas, tivemos que estar 2h30 na fila para comprar bilhetes. 

Os italianos são muito picuinhas com os seus museus. Só deixam entrar umas poucas pessoas de cada vez e depois de entrar tínhamos que passar a mala pela máquina raio-x, detectores de metal, etc. Tanta coisa para um museu que não tinha grande coisa de interesse. Mas pronto.

Saímos então e como a fome já apertava fomos à procura do museu/café do Leonardo Da Vinci que um senhor nos tinha falado na fila do museu. Lá podia-se comer e ver o museu por 7€. Depois de satisfeita a fome, fomos ver então o museu. Era muito giro. As máquinas construídas através dos desenhos do Leonardo Da Vinci eram mais interessantes que as três pinturas dele expostas na galeria. Como aqui já se podia tirar fotos, vinguei-me e tirei imensas fotos. lol.

Gostei bastante. É engraçado ver que muitas das ideias dele serviram de base para muitas máquinas actuais, principalmente o helicóptero e o “salvagente”, mais conhecido em português por salva-vidas.

Saídos do museu, e já com as reservas na mão, fomos até à outra galeria, mais conhecida por ter lá dentro o David. Mais uma vez, segurança apertada, e depois de alguma confusão com o meu cantil da àgua (não se pode levar àgua, blá blá blá whiskas saquetas) lá nos deixaram entrar.

Isto sim, é uma obra magnifica. A perfeição da escultura é deslumbrante. Nada foi deixado ao acaso e todos os pormenores foram bem conseguidos. Nesta galeria a única coisa que não gostei foi o facto de, numa das salas, andarmos a ver réplicas em plástico de esculturas. “Bolas!” disse eu – “Pagámos 9€ para ver plástico!” Fiquei desiludida.

Em termos de museus, tiro o chapéu aos franceses. São eficientes e o preço que se paga é mais do que justo para aquilo que se vê.

Depois de tudo isto lá voltámos para o hotel para descansar e enquanto o Sérgio fazia a sesta (típico!) eu fazia zapping e encontro um canal italiano a dar Friends. =D O único problema era ser dobrado em italiano, mas ainda dava para rir um pouco. Depois disso fomos jantar e dormir.

Hoje de manhã (23 de Agosto de 2008) foi fácil de levantar. Banho tomado, pequeno-almoço aconchegado na barriga e lá fomos nós em direcção à estação para apanhar o comboio. Para não variar muito, o Sérgio lá encontrou alguém conhecido, um amigo de escola.

Aproximando-se a hora da partida, lá entramos no Eurostar. É bonito e bastante confortável. Como a viagem ainda era um pouco longa, jogámos um pouco às cartas. Entretanto, chegávamos a Milão. =)

Apanhámos então o metro para o hotel. Ainda tivemos que andar um pouco até chegar ao hotel, mas ao menos este tinha melhor aspecto que o de Florença. Pelo menos a torneira não caia. Depois de arrumarmos as malas, fomos almoçar. Para não variar muito em Itália, o menu era pizza. Encontrámos um restaurante que fazia pizzas no forno a lenha. Mesmo boas.

Depois do almoço fomos ver a catedral e as famosas galerias. A catedral, para não variar era enorme e as lojas da galeria, upa upa!

Não eram nada caros! 180€ por uns calções na Prada é uma pechincha!

Bem lá continuamos caminho e, como já não nos apetecia ver mais nada e aliando isto ao cansaço e calor, regressámos ao hotel.

Já eram muitos dias de interrail e o cansaço leva a melhor. Depois do jantar a moleza ganhou-nos e fomos dormir.

Amanhã é a viagem de regresso a Lisboa.

Até amanhã.

Sofia.”





Florença / Pisa

18 12 2009

21 de Agosto de 2008, 17h05 – Hotel Derby

“Dia 20, Quarta-feira, dissemos adeus a Roma. O dia começou às 7h30 da manhã com o telemóvel do Sérgio a tocar desalmadamente. Eu só adormeci por volta das 2 da manhã porque, no bar do Tiber Camp, o Sr. Sérgio pediu-me um cappucino e esqueceu-se de mencionar que queria descafeínado. lol

O dia começou animado, com o Sérgio a dançar dentro da caravana feito maluco. O costume! Depois de uma banhoca, acabámos de arrumar as coisas e fomos fazer o check-out e tomar o pequeno-almoço. Mesmo bom.

Apanhámos o shuttle para a estação do metrobus e depois apanhámos o próprio metrobus até Roma, onde apanhávamos o metro até à estação Roma Termini, onde apanharíamos o comboio! Phew!

Chegada a hora do comboio, entrámos e procurámos os nossos lugares. Entretanto apareceram duas espanholas que foram sentadas ao nosso lado no resto da viagem. Nós já sabíamos que os espanhóis adoram falar, mas estas espanholas, ui… não se calavam. Numa determinada altura meteram conversa connosco e conversa vai, conversa vem dissemos que estávamos a fazer um interrail e elas perguntaram se íamos a Espanha. Nós explicamos que como Espanha estava logo ali ao lado de Portugal, seria mais fácil ir noutra altura.

Entretanto a viagem naquele comboio chegava ao fim. Estávamos numa estação  nos arredores de Florença e precisávamos ainda de apanhar um comboio regional para  o centro da cidade. O comboio chegava daí a uns 10 minutos e nós fomos andando para a plataforma. Chegamos lá, e quem é que encontramos? O Richard e a namorada! lol Tinham apanhado o comboio anterior ao nosso e estavam também à espera do regional para a estação de Firenze S.N.M.

Lá fomos nós todos à conversa até à estação de Florença. Quando chegamos, dissemos adeus e lá fomos nós à procura do hotel. Era relativamente perto da estação, mas com as malas às costas e com o calor parecia muito mais longe. Lá encontramos o hotel e, para não variar muito, o nosso quarto era noutro edifício. Lá chegamos ao quarto e pudemos descansar um pouco.

O hotel tinha bom aspecto, mas a casa-de-banho que nos tinha calhado não era grande coisa. Não existia banheira, apenas um ralo no chão e uma cortina com bonecos engraçados a dividir o espaço. A torneira do chuveiro era uma daquelas que se abre para cima e fecha para baixo, mas isto apenas funcionaria bem se ela se segurasse no sítio e não andasse sempre a sair. lol Cada vez que abríamos a água a torneira ficava na nossa mão. Não dava muito jeito, principalmente quando se queria tomar banho. Enfim. Era o único ponto negativo do hotel. O quarto era grande, tinha ar condicionado e TV. E o pequeno-almoço estava incluído. =)


Bem, depois de descansarmos um pouco, fomos almoçar, pois já tínhamos imensa fome. Após o almoço, resolvemos apanhar o comboio para Pisa, pois ficava apenas a 1h de comboio de Florença e iria ser rápido, já que Pisa não tem muito para ver. lol Chegados lá, fomos directamente à torre. Continua torta. lol É muito gira e perfeitinha na sua forma torta. É engraçado de a ver, ao lado das catedrais tão direitinhas. Ainda fomos dar uma volta pelos souvenirs e voltámos para apanhar o comboio de volta para Florença.

Aqui chegados, fomos buscar o jantar e dormir. Eu adormeci ainda de roupa. lol. De manhã acordámos e fomos para o hotel ao lado tomar o pequeno-almoço. Chegámos foi mesmo em cima da hora, já não havia muito para comer.

Depois passeamos pelo mercado/feira aqui da zona para escolhermos os souvenirs que faltavam comprar, e seguimos até ao centro da cidade. Demos umas voltas e fomos almoçar. Éramos para comer no Yellow’s Bar, que vinha no livro do Sérgio, mas quando lá chegámos, o bar estava fechado para férias. Tivemos então que ir procurar outro local. Encontrámos um restaurante muito giro e lá ficámos a almoçar. A pasta era muito boa e bastante saborosa. Do melhor que já comemos em Itália.



Depois de enchermos o papo, resolvemos subir à cúpula da catedral de S. Maria del Fiore. Enquanto estávamos na fila para subir, as espanholas do comboio passaram por nós. lol. Muito simpáticas, reconheceram-nos, disseram adeus de longe e seguiram caminho. Bem, não existindo elevador, tivemos que subir 400 e tal degraus até ao topo da cúpula, por escadinhas pequenas e espaços encolhidos.


Custou mas valeu a pena. A vista de lá de cima é lindíssima e por dentro podemos ver a cúpula de tão perto. É simplesmente maravilhoso. Descemos então os degraus e fomos comer um gelado pois o calor era imenso. Passámos pelo mercado para comprar mais souvenirs e voltamos para o hotel.

Por hoje é tudo, amanhã haverá mais.

Sofia.”





Roma

6 08 2009

19 de Agosto de 2008, 21h20 – Bar Tiber Camp

“Pois é, cá estamos nós a aproveitar a última Happy Hour aqui do Tiber Bar do acampamento Tiber em Roma. Eu bebo uma cervejita de 33cl e a Sofia bebe um capuccino. Antes disso já jantámos uma pizza cá do sítio. Muito boa. Saborosa.

Passando agora aHPIM6105o que passou nos últimos dois dias. Pois bem, dia 18, Segunda-feira, acordámos cerca das 8h para ver se ainda apanhávamos o autocarro das 9h, mas atrasámo-nos e só acabámos por apanhar o das 10h. Primeira paragem prevista: Praça de São Pedro, Vaticano. Mal saímos na paragem respectiva, só víamos pessoas a vender passes VIP para os museus do Vaticano. Fomos andando pela rua que ligava a estação de metro até ao Vaticano, até que chegamos a um sítio que mais tarde soubemos que era a fila para os museus do Vaticano.

Naquele sítio, o tempo de espera previsto era de 3 horas. Decidimos então voltar a este local no dia seguinte bem cedinho, para aproveitar bem a manhã. Assim, depois fomos ver a Praça de São Pedro. É grande. Mas acho que a nível de área útil, Fátima é maior. Mas de qualquer maneira, é uma obra arquitectónica deslumbrante, cheia de estátuas no topo dos pilares que circundam a Praça.

Pensámos em ver também a basílica, mas a fila já dava quase a volta à praça. Mais de 2 horas de fila. Decidimos fazer isso no dia seguinte também. Após isto, visto já passar do meio dia, resolvemos ir almoçar ao Termini e depois seguir até ao Coliseu. Antes de ir, passámos pelas lojinhas ao pé do Vaticano para trazer os souvenirs para o pessoal e para a família. Fomos então almoçar a uma cadeia de restaurantes mundialmente conhecidos que começa por ‘M’ e acaba com ‘S’ e tem no meio “acdonald’.

Que restaurante mais badalhoco. Atendimento péssimo, sempre a despachar. Batatas queimadas. O óleo não devia ser trocado desde o dia anterior. O hambúrguer vinha todo torto e seco. Já devia estar ali à um bom pedaço. E as bebidas, sem gás. Foi o pior almoço desde o interrail.

HPIM6126Após isto, aqui fomos nós para o Coliseu de Roma. Fantástico. Um autêntico estádio de futebol do império romano. Tendo em conta que durante os ‘espectáculos’, o coliseu levava 50 mil pessoas para assistir a assassinatos de animais, prisioneiros de guerra, escravos… e por fim, segundo eles, o principal espectáculo deles, a luta de gladiadores.

Demos a volta ao sítio, e vemos que existem muitas estruturas que ajudam a sustentar aquela estrutura magnífica. Após sair do Coliseu, decidimos ir ao Fórum Romano, pois no livro guia que comprámos em Portugal dizia que era gratuito. O tanas! Decidimos então continuar a pé até ao Panteão. A Sofia queria muito ver isto. Desde que leu o livro do Dan Brown só falava na cúpula do mesmo.

HPIM6209Indo por ruelas e ruazinhas, quando lá chegamos estava cheio de gente. Mas o monumento é muito giro. É alto. E a cúpula… Dios mio! Gigante! Só estando lá é que dá para ter a noção. Após isto fomos até à famosa Fontana di Trevi. Mais um mar de gente. E mais moedinhas a voar para dentro da fonte. Com tanta gente a morrer à fome, se cada pessoa desse esses 1000 20 cêntimos que deitam à fonte, salvava muitas vidas pelo mundo fora. Mas pronto, é só a minha opinião.

Por mais uma ruHPIM6215azinhas e após uma única estação de metro, chegamos à Piazza de Spagna, onde estão os famosos degraus. Tinha a noção de que a escadaria era maior, mas pronto. Como a nossa estação estava ali perto, decidimos ir aquele pedaço a pé. Fomos até à praça del Popolo. Estavam a preparar algum evento ali. Estavam a montar luzes e som na zona.

Apanhámos o metrobus para o acampamento, e fomos ver do jantar. Mesma coisa do outro dia. Pão com presunto e bebida. Lol Viemos até ao bar para um copo e a seguir fomos dormir, que no dia seguinte íamos ter que levantar cedo.

Bipi, bipi, bipi! Eram 6h30!

O dia anterior tinha sido demasiado cansativo, que os míticos “5 minutos, só mais 5 minutos” duraram até as 10h. Lá se foi o Vaticano. Fica para outra altura. Decidimos então experimentar o pequeno-almoço aqui do bar. Por 3€ até não ficámos mal. Fomos então apanhar o autocarro para ir para o centro de Roma. Pequena confusão. O shuttle não era o autocarro grande mas sim um pequeno e como houve gente que nos passou à frente, ficámos em pé no bus e o condutor mandou-nos sair. Com isto, conhecemos um casal americano que lhes tinham acontecido o mesmo.

Eram os dois da Califórnia, mais propriamente de Long Beach. Ele era o Richard e ela a Louise. Ficámos um pouco à conversa e apanhámos o bus. Previamente decidido de manhã, fomos até ao Palatino. Isto é enorme. Segundo dizem, é ali o berço de Roma. É só ruínas, cheia de histórias para contar. Mas não quisemos ficar com uma excursão que ali estava, não fossem eles ir até ao autocarro também. Lol.

HPIM6251As ruínas do fórum romano também são importantes. Qual templo de Diana qual quê… isto é enorme. Quando saímos do fórum romano já passava das 16h. Passámos umas 3 horas lá dentro, mas valeu a pena. Decidimos então ir almoçar ao Termini, de novo, visto haver outro Mac lá dentro. Que rico almoço. Soube mesmo bem!

Depois de almoço, decidimos voltar para casa. Já era tarde e o Roma passe (2 museus de borla) já se tinha esgotado. Chegados aqui, viemos à net ver os comboios para Pisa e Milão para o fim-de-semana.

Mas antes disto, história engraçada. Não seria uma viagem sem encontrar gente conhecida. Estamos nós na estação de metro Termini, quando alguém me bate no ombro. Rogério Puga Leal, Professor de PCQ. Lol. Um pouco de conversa, e seguimos caminho. Não íamos para o mesmo sítio. Mas é bom encontrar caras conhecidas fora do país. Em Setembro, em Marketing, logo tenho o que conversar no início da aula. Lol.

HPIM6436Depois do banho tomado, decidimos jantar umas pizzas cá do sítio. E assim foi Roma. Havemos de cá voltar um dia.

Ciao Roma!

Sérgio.






Viena

4 08 2009

17 de Agosto de 2008, 22h12 – Tiber Camp

“Ontem levantámo-nos cedo. Eram 6h da manhã e já estávamos acordados, a acabar de arrumar as tralhas. Tínhamos comboio para apanhar às 8h25, com direcção a Viena. Tomámos o pequeno-almoço e saímos em direcção à estação de metro “Dejviká” que nos levaria à estação de comboios. Parámos na estação de “Museum” para tirar umas fotos à estação, pois naquela linha, as paredes das estações parecem feitas com cápsulas gigantes de Nespresso! LOL

Chegados à estação, um pouco adiantados, paramos numa pequena loja de souvenirs para gastar os últimos checos que ainda tínhamos, em pins. Atrás de nós apareceram duas pessoas que entretanto começaram a falar português. Nós percebemos e respondemos com um belo e sonoro “Bom dia”. Eles, coitados, não estavam à espera de encontrar portugueses em Praga. Tinham acabado de chegar de avião a Praga vindos de Portugal e encontravam-se ali à espera de apanhar o comboio para Berlim.

Fazendo mais conversa, ficamos a saber que eram o Tiago e a Rita e que eram da margem sul. Até em Praga se encontra malta da margem sul. Continuamos à conversa até à hora do comboio e pronto, cada um foi para seu lado. Quando chegámos à linha, o comboio já lá se encontrava e tal como no dia anterior, Praga estava fria e chuvosa.

HPIM6020No comboio encontramos os nossos lugares, mas tivemos que ir com as malas aos nossos pés, pois estas não cabiam no compartimento a estas destinadas. Bolas! O que vale é que a viagem foi curta e passou-se bem. O Sérgio dormitava e via a paisagem de vez em quando, enquanto eu lia.

HPIM6011Após 4 horas de viagem chegámos a Viena. Ui Viena! Ainda mais fria que Praga! Estava mesmo gelada. Parecia um típico dia de Inverno de Portugal. Para além do frio, também a fome já se fazia sentir e por isso decidimos ir comer antes de dar uma voltinha pela zona. Para variar, a bela da comida saudável fast-food. Mas soube bem. Estava cheia de fome!

Ainda tínhamos algumas horas antes de apanhar o comboio em direcção a Roma e por isso, e apesar do frio, fomos conhecer a zona. Logo ali ao pé do Mac existia uma enorme catedral, imensamente alta e cheia de pormenores na sua arquitectura. Continuamos a andar e fomos ter a um jardim em frente ao parlamento. O jardim era bonito, cheio de rosas, com cada tipo de rosa identificada, e estava muito bem tratado com as flores arranjadas e as fontes preparadas para os patos que lá vivHPIM6061iam.

Saímos do parque e ficámos em frente ao parlamento, que parecia mais saído da Grécia do que da Áustria. Cheio de estátuas em toda a volta e destacava-se pelo facto de estar imensamente branquinho. Parecia que tinha sido acabado de lavar. Já com a bexiga cheia, fomos à procura de uma casa-de-banho e acabámos por encontrar uma fora do comum. Era um WC Ópera na estação do metro. Tinha que se pagar para entrar, para não variar, e uma vez lá dentro tinha-se direito a ópera enquanto se faziam as necessidades. Foi diferente.

Já um pouco cansados, regressámos à rua onde chegámos de metro, para apanhar o mesmo de volta para a estação. Ainda descansamos um pouco na estação e meia hora antes da partida o comboio já se encontrava na linha. Fomos buscar as nossas malas aos cacifos, comprar jantar e entrámos no comboio. Já tínhamos companhia na cabine e por isso deu apenas para pousar as malas.

Passados quHPIM6073ase 30 minutos depois da hora prevista, finalmente o comboio saía de Viena. Fomos tentar comer alguma coisa, mas a fome não era muita. Metemos então conversa com uma rapariga da nossa cabine. Era polaca e também não tinha ainda muita vontade de ir dormir. A restante companhia era um casal pacóvio italiano e uma tailandesa, que tal como o casal, já se preparava para dormir.

Ficámos então à conversa com a polaca enquanto anoitecia. Ela ia para Florença. Enquanto a conversa continuava apercebemo-nos que algo se passava com a lua. Ao que parecia, estávamos a assistir a um eclipse lunar. Já cansados, fomos dormir e acordámos na manhã seguinte, quase a chegar a Roma e com direito a pequeno-almoço na cabine. Eheh.

Chegámos finalmente a Roma e finalmente também já tínhamos sol e calor. Fomos comprar o Roma Pass e os bilhetes para Florença. Seguimos então as indicações para se chegar ao parque onde iríamos ficar a dormir. É preciso apanhar o metro, comboio e autocarro para se chegar aqui, mas vale a pena. É um parque de campismo com praticamente tudo. Tem piscina, mercado, restaurante, bar e pode-se navegar na Internet à borla, desde que se encontre um lugar vago, o que é raro.

Nós ficámos numa espécie de caravana. É pequeno, mas dá para o efeito. Já experimentamos o restaurante, a piscina a até a lavandaria, pois já tínhamos imensa roupa suja acumulada. Há pouco fomos ao bar que tem um ambiente agradável.HPIM6092

Por hoje é tudo! Ciao!

Sofia.”





Praga

4 08 2009

15 de Agosto de 2008, 20h30 – Praga

“Pois é, a aventura na RepHPIM5794ública Checa está a chegar ao fim. Praga é uma cidade muito bonita. A arquitectura dos edifícios é fantástica, fazendo com que se a voltasse a ver, iria reconhecê-la com toda a certeza.HPIM6010

No primeiro dia (13 de Agosto) depois de dormida a sesta (desde as 12h até as 17h), fomos dar uma volta pela cidade. Quando chegámos a Praga de manhã, estava a chuviscar, mas depois de tarde, o sol abriu. A nossa zona, tendo em conta que o sol se estava a pôr, estava muito iluminada, parecendo que o sol tinha acabado de nascer.

Apanhámos então o metro até à estação “Muzeum”, que é perto do centro da cidade. Saímos à rua, já com vontade de jantar, vimos um Mac com menu a 105 Kc, mas decidimos ir ver mais um pouco da rua. Fomos descendo a avenida até encontrarmos um quiosque em que vendia menus de cachorros quentes a 85kc. A fome já era grande, decidimos então jantar ali. Tivemos que jantar em pé, porque não havia lugares sentados ali perto.

Após barriguinha cheia, continuámos a descer a avenida até que fomos ter a uma praça cheia de gente.Realmente, foi o que os nossos colegas tugas em Auschwitz nos tinham dito. Parece o Algarve no verão.

Descemos por uma rua estreitinha, em que nessa rua, loja sim, loja não era de souvenierHPIM5796s. Entrámos em algumas para tirar ideias do que haveríamos de levar como prova. Depois de quase descer a rua, deparámo-nos com um museu deveras engraçado, “Sex Machines Museum”. Entrámos para ver os preços… 250kc (10€) por cabeça. Decidimos voltar lá na 6ªfeira caso ainda não tivéssemos dentro do orçamento.

Depois, o grande relógio astronómico. Parece que dá o signo correspondente ao dia em que estamos e outras coisas que não conseguimos descobrir. Ficámos então na praça central a admirar as duas catedrais que ali estão, e toda a arquitectura envolvente.

Decidimos ir por outra rua, que também ia dar à mesma praça de onde partimos. Pelo meio encontrámos uma torre muito bonita e (presumo eu) um teatro onde se devem tocar muitas óperas e espectáculos de orquestras. Após isso, lá fomos pela outra rua, que ia dar à praça inicial. Mais do mesmo. Muito comércio, mas desta vez, comércio mais normal (lojas de roupa e afins). Chegámos à praça, já de noite e decidimos voltar para o hotel para ir descansar.

Dia 14, dia de mais um aniversário nosso, decidimos começar o dia, com uma ida à Internet de modo a podermos reservar o hostel para Roma. E assim fizemos. Depois disso, fomos à procura dos correios daqui para enviarmos uns postais daqui para o pessoal. Tivemos que ir até à estação “Müstek”, e pedimos informação a um senhor que lá nos disse onde era. Lá enviamos os postais, e quando saímos porta fora dos correios virámos à direita pois para ali achámos que havia um monumento giro. Pelo meio encontramos um restaurante barato. Com 170kc almoçámos os dois. Prato cheio e bebida. Uma pechincha. LOL

Após barriguinha cheia fomos à procura do tal monumento. Após um bocadinho, demos conta que estávamos perdidos, mas que passámos por pontos giros, como por exemplo, a suposta embaixada de Itália. Como estávamos perdidos, decidimos voltar ao ponto de partida, voltando pelo mesmo caminho de onde tínhamos partido. Decidimos então ir ao castelo de Praga.

Chegados à estaçãoHPIM5835 da respectiva zona do castelo, deparámo-nos com uma pequena fonte onde as pessoas tinham os pés dentro de água. Pudera, estava bastante calor nesse dia. Como não sabíamos o caminho para o castelo, vimos uma excursão de pessoas já com alguma idade, e decidimos segui-los, porque deviam ir para o castelo, tal como nós. Pois bem, seguimo-los até… ao autocarro! LOL Lá tivemos nós que voltar para trás.

Lá vimos as placas que indicavam o castelo, HPIM5839e lá fomos nós. Para se chegar ao castelo temos que subir uma escadaria ainda algo longa. Mas até se faz bem. Chegados à entrada do castelo lá estavam os guardas imóveis à porta. Só mexiam os olhinhos, coitadinhos. Fomos entrando pelo castelo e fomo-nos deparando com algumas obras de remodelação da catedral que se encontra no centro do castelo, e que tinha uma fila enorme para entrar. Pelo meio ainda, atirámos à fonte umas moedas para pedir uns desejos (não digo, porque é segredo).

Ainda pelo meio disto e perto da dita fonte, eu trazia uma t-shirt de Portugal, e quando estávamos numa ruela do castelo passámos por um grupo de portugueses que exclamaram “Olha Portugal!”, e eu como ouvi os jovens, respondi com um “Boa Tarde”, ao que eles também responderam.HPIM5858

Passado a grande catedral, fomos até uma grande praça dentro do castelo, que estava à sombra naquela hora. Deu para descansar um bocadinho do sol. Depois de sair do castelo, descemos pelos jardins do palácio até à tal fonte onde as pessoas molhavam os pés. Muito bonito. Olhámos para as horas, e já era hora de ir lanchar. Mas como estávamos perto da famosa Charles Bridge, decidimos dar lá um salto.

É muito gira a ponte, a precisaHPIM5933r de alguns restauros em algumas peças, mas muito bonita. Vê-se imensos artistas de rua, que tem como forma de vida fazer caricaturas, retratos e vender quadros com desenhos dos monumentos da cidade. Quase a chegar ao fim da ponte, estava uma pequena banda a montar o seu estaminé, mas decidimos continua, porque não sabíamos quanto tempo iam demorar. Depois disto apanhámos o metro para casa. Passámos pelo supermercado aqui da zona e trouxemos o nosso lanche e o jantar. Ainda passámos pela hostel para comprar os tickets do pequeno almoço.

Lanchámos, descansámos um pouco, e fomos comprar os souveniers que no dia anterior tínhamos andado a ver. Depois das compras feitas, voltámos à hostel para jantar e ir dormir.

Sexta-feira, 15, dia chuvoso. Levantámo-nos cedo para irmos tomar o pequeno almoço. Andámos um pouco perdidos à procura do local, mas com ajuda de uma senhora lá demos com o sítio.  Depois disto, decidimos ver como estavam os aviões de Milão para Lisboa. Fomos à internet onde tínhamos ido no dia anterior e assim foi. Chegamos a Portugal dia 24 ao final do dia.

Depois disto, como ficámos lá um bom bocado de tempo, já era hora de almoço. Fomos almoçar ao mesmo sítio do dia anterior. Depois, e de barriguinha cheia, lá fomos ao “Sex Machines Museum”. GostHPIM5956ei muito. Há engenheiros para tudo. É tudo o que posso dizer. Só pensei que fosse um pouco maior, pelo preço que custou. Saídos do museu fomos até à praça central e quando estávamos a passar pelo relógio, havia imensa gente perto dele. Quando chegámos é que percebemos o porquê. Às horas certas, aparecem bonequinhos à janela. Os bonecos típicos da cidade que víamos como porta-chaves e outros souveniers. Como não apanhámos aquele das 16h completo, decidimos ir lanchar primeiro e voltar mais tarde.

Voltámos para apanhar a sessão das 18h, mas saímos pela porta errada do metro e não conseguimos apanhar o espectáculo. Demos uma volta pela redondeza a ver um bom local para filmar a sessão das 19h. E às 19h em ponto lá apareceram os bonecos. Uma espécie de “cu-cu”, mas que não saem porta fora, apenas andam às voltas. É giro. Depois disto demos por terminada a visita a Praga. Voltámos para casa, para jantar. E agora, enquanto escrevo isto, já está na hora de fazer xixi e ir para a cama. Amanhã é para levantar cedo. Há comboio para Viena às 8h.


Até amanhã,

Sérgio.”





Auschwitz

4 08 2009

13 de Agosto de 2008, 10h56 – Hostel de Praga

“Finalmente um sítio com uma caminha que não balança o caminho todo. Duas noites a dormir nos comboios dá cabo de uma pessoa. E eu como ainda não me habituei, não consigo dormir como deve de ser.

Bem começando por ontem, o dia foi cheio de emoções. Por volta das 8h30 começamos a levantar, pois estava a aproximar-se a estação na qual sairíamos para apanhar o comboio até Auschwitz. Saímos do comboio na estação que se chamava Trzbenia, uma terriola lá bem no meio do nada. Connosco saiu também um rapaz do Chile chamado Sebastian, que iria fazer o mesmo percurso que nós, visitar Auschwitz e depois apanhar o comboio nocturno para Praga.

Ainda faltava uma hora e alguns minutos para que o comboio chegasse e por isso fomos fazendo conversa enquanto o Sebastian tentava comprar o bilhete de comboio para Auschwitz. Pedir bilhete era fácil, pagar era o mais difícil, uma vez que não aceitavam euros, só Zlotys.

Um polaco que compreenHPIM5734dia e falava mais ou menos inglês, percebeu que precisávamos de ajuda e resolveu ajudar-nos. Disse que também ia apanhar o mesmo comboio que nós, para Auschwitz, e lá ajudou o Sebastian a comprar o bilhete.

Como ainda faltava algum tempo para apanhar o comboio, ficámos todos à conversa a conhecermo-nos uns aos outros. O rapaz polaco chamava-se Lucas. O Sebastian já andava há um mês a passear pela Europa e dizia que não se tinha fartado. Não sei bem como, uma vez que não tinha companhia de ninguém, apenas das pessoas que ia conhecendo ao longo do caminho.

Entretanto lá chegou o comboio e após uma viagem de cerca de 45 minutos chegámos a Oświęcim (Auschwitz). Na zona da estação parece, e até é, uma terriola no meio do nada, sem grandes atractivos ali na zona. Apenas uns cafés e umas papelarias. Mais uma vez, o Lucas ajudou-nos com a língua da zona e deu-nos todas as indicações para chegarmos aos campos de concentração. Deu-nos ainda o número de telefone para o chamar caso precisássemos de ajuda.

Os campos ficavam a poucos quilómetros da estação e por isso apanhámos o autocarro até lá. Não nos deixou lá, mas sim um pouco mais atrás, mas uma senhora do autocarro tinha sido carinhosa o suficiente para nos dar as indicações que faltavam para chegar lá.

Chegados à entrada do campo KL Auschwitz I fomos até aos pontos turísticos. HPIM5742Nós sabíamos que a visita era gratuita, mas queríamos ver que mais coisas poderíamos utilizar na visita, e obter os guias. Chegámos à banca e perguntámos se tinha o guia em Português, e qual não é o nosso espanto, quando a senhora diz que sim e nos vende o guia.  Pedimos também mais um em espanhol para o Sebastian e lá iniciámos a visita.

No KL Auschwitz I sente-se o peso do silêncio, e embora estivessem lá muitos turistas, o som que se ouvia mais era o arrastar de pés dos visitantes. O KL Auschwitz I, agora transformado em museu, conta a história toda da 2ª guerra mundial, desde como começou, até à libertação. Estão lá expostas fotografias, documentos e os bens materiais dos judeus trazidos para ali. Vê-se os sapatos, as malas, os tachos, óculos e também os cabelos das mulheres, cortados à entrada do campo, e que posteriormente eram enviados para a indústria têxtil alemã para fazer tecido.

O bloco 6 denominado “A vida do prisioneiro” foi o que mais me impressionou. Eu conheço a história através dos livros utilizados nas aulas de história, filmes, documentários, etc., mas ver ali tão perto e no local onde aconteceram é completamente diferente. Ver as roupas das crianças, os seus brinquedos, saber aquilo que comiam, que era praticamente nada e ver aquilo por que tinham que passar todos os dias é duro.

Nunca hei-de compreender, em toda a minha vida, como pode o ser humano ser tão cruel para o seu semelhante apenas porque têm ideias e crenças e maneiras de estar na vida diferentes.HPIM5770

Continuando a visita e depois de passar por quase todos os pavilhões, chegámos à zona da câmara de gás e crematório. Lá dentro é escuro, feio e assombroso. Num espaço tão pequeno, foram mortos milhares de pessoas e ainda por cima, aqueles que não morriam logo com o efeito do gás, tinham a sua morte no crematório, ainda vivas.

A câmara de gás finalizava a visita das instalações do KL Auschwitz I. Do lado de fora sentámo-nos nuns bancos para descansar um pouco e comer. Entretanto passaram por nós um grupo de portugueses. O Sérgio disse “Boa tarde” aos gritos e eles responderam e seguiram caminho. Mal sabíamos todos que mais tarde nos íamos cruzar novamente.

Bem, ainda faltava visitar o KL Auschwitz II – Birkenau e para isso era preciso apanhar o autocarro. Como também era gratuito ia à pinha, mas a viageHPIM5752m também era curta.

KL Auschwitz II – Birkenau é enorme. Está bastante danificado, pois antes do dia da libertação as SS puseram fogo aos crematórios de modo a evitar deixarem provas. Ainda se vê algumas chaminés e os barracões onde os judeus dormiam em condições miseráveis, sem qualidade de vida nenhuma.

Ainda subimos à torre por onde passavam os comboios que entravam no campo, para termos uma melhor perspectiva do campo (da qual resultou a foto panorâmica do topo do blog). Apanhámos então o autocarro de volta para o campo I, onde ainda fomos a tempo para assistir a um filme sobre o holocausto. O filme era uma espécie de resumo fotográfico. Achei que era curto, mas era bonito.

Já com tudo visto decidimos regressar à estação. Apesar de só termos comboio às 23h46 era melhor ficar na estação do que vaguear pelas ruas, pois o Lucas já nos tinha dito que podia ser perigoso. Ainda tínhamos que esperar pelo Sebastian que andava na sua visita, pois todos 3 estávamos a dividir um cacifo na estação.

Descansámos um pouco na estação, depois fomos jantar a um restaurante ali ao pé. Já tínhamos jantado melhor, mas ali naquela zona não havia muito a fazer. Após o jantar, regressámos para o interior da estação para passar o tempo à conversa. Uns bancos atrás de nós começamos a ouvir português, e ao virarmo-nos  para ver quem era, reconhecemos o rapaz e as raparigas. Era o grupo a quem dissemos boa tarde no caHPIM5751mpo.

Passando um pouco, o rapaz veio perguntar-nos, em inglês, se tínhamos bilhete para o comboio das 23h46. Nós respondemos em português e, a partir daí, foi “tuguisse” até à hora do comboio. Eles também estavam a fazer o interrail de 22 dias, tendo começado a viagem no dia 2. Eram eles a Marta, a Inês, a Patrícia e o Pedro. Conversámos sobre o que já tínhamos visto, trocámos impressões e ideias para as próximas cidades. Sobre Berlim fomos unânimes, ninguém gostou.

Aproximando-se a hora do comboio, fomos todos para a linha e preparámo-nos para a viagem. Entretanto ainda apareceu o Lucas que veio saber se estávamos bem e ainda ajudou a traduzir o que a senhora da estação dizia no altifalante. Trocámos de e-mails e mais nada. Não tivemos nem tempo de despedir pois a nossa carruagem era longe da deles.

Na nossa cabine já estava tudo a dormir. Fizemos as camas e fomos dormir. De manhã foi só levantar, levar as coisas para a porta e sair na estação. Apanhámos ainda o regional para a estação central, onde comprámos bilhete para Viena e Roma. É já no Sábado.

Depois fomos comprar o passe de metro e viemos para a hostel. Pelo que vi até agora de Praga estou a gostar. Pelo menos os jardins parecem muito bem tratados e o aspecto geral aqui da zona é bastante limpinho. Daqui a pouco devemos ir dar uma volta.

Sofia.”





Berlim

4 08 2009

11 de Agosto de 2008, 22h – Acabados de sair de Berlim

“Apanhámos agora o comboio nocturno que nos levará a uma terriola onde poderemos apanhar o comboio regional em direcção a Auschwitz. Tal como no 1º comboio que apanhamos, vamos dormir nele e também temos companhia, duas raparigas da Dinamarca.

Bem, continuando onde paramos ontem, depois de chegarmos à hostel de Berlim e completamente exaustos fomos descansar nos beliches a nós destinados. O quarto era acolhedor, as instalações, camas e cacifos eram praticamente novos e os quartos apenas tinham um senão… o chão estava um pouco badalhoco. Notava-se que não era varrido à bastante tempo. Uma vez que só podíamos entrar nos quartos depois das 14h, eu esperava um quarto mais limpinho.

Depois de ler um pouco de “Anjos e Demónios” resolvi dormir também, já que no comboio não deu para muito e na estação de comboios muito menos. Quando acordei acho que eram quase 20h e o Sérgio já tinha acordado da sua soneca.

Já com alguma fome resolvemos jantar os belos dos hambúrgueres de salsicha. O resto da noite não evoluiu muito pois já estávamos bastanteHPIM5726 cansados de dormir pouco e andar por Berlim.

Eu acordei por volta das 5h da manhã com as nossas colegas de quarto a fazer barulho. Estavam a preparar-se para sair. Os rapazes acabaram por sair um pouco depois e, infelizmente, acabamos por não chegar a conhecer ninguém. Entretanto voltei a adormecer e só acordei as 7h50.

Levantámo-nos, uma vez que tínhamos que fazer o “check-out” até as 10h. Tomámos banhoca, arrumámos as coisas e decidimos comer o pequeno almoço ali mesmo na hostel, pois era 3.50€ com tudo à descrição. “All you can eat breakfast” como lhe chamavam, ou seja, enfardámos à grande. Eu comi 1 sandes mista, salada de fruta e 2 galões. Ainda fomos à net à borlix e depois partimos em direcção à estação de onde saímos à pouco.

Deixamos as malas nos cacifos e fomos explorar a zona. Como não havia grande coisa para fazer na zona, resolvemos regressar à Alexanderplatz (local da hostel) e ir ao centro comercial Alexa. Depois de umas voltinhas eu aproveitei os saldos e comprei um vestido por 5€! Coisas de gaja. =)

Depois de mais voltinhas comecei a ficar com fome. Estava a gastar muita energia, pois este centro comercial era enorme. Quatro andares, mais três andares de estacionamento, era largo e comprido. Muito grHPIM5727ande mesmo. Desta vez o almoço foi pizza, para variar dos hambúrgueres. Ainda demos mais umas voltinhas e como já eram 17h resolvemos voltar para a estação, pois era naquela zona que iríamos jantar.

Entre estações de comboio ainda parámos no famoso Lidl para abastecer de água, coisa que estes alemães não parecem apreciar muito, pois água mineral sem gás é coisa rara de se ver. Ele é cerveja, vinho, água com gás, com e sem sabor, mas água dita normal é muito pouco. São esquisitos estes senhores.

Regressados à estação de onde partiríamos tivemos que ir trocar uma nota para podermos ir ao wc, pois aqui também é a pagar para fazer as necessidades. Fomos então ao mesmo mini-mercado que de manhã tínhamos ido para procurar água e como tínhamos pedido ajuda à senhora da caixa de manhã, à tarde ela reconheceu-nos e disse que ainda se lembrava de nós.

A mesma coisa aconteceu quando fomos jantar ao restaurante, vulgo, tasca, onde de manhã tínhamos entrado para perguntar a que horas fechava. O senhor reconheceu-nos e acenou para nós. Somos famosos em Berlim! =)

Depois de jantaHPIM5729r foi só esperar pelo comboio e pronto. Aqui estamos.

Chegaremos ao nosso destino lá pelas 8h30 para trocarmos de comboio. Este vai para a Ucrânia. Ui ui!

Até amanhã,

Sofia.”





Berlim

3 08 2009

10 de Agosto de 2008, 16h00 – Hostel

“Já estamos na Hostel! FinHPIM5720almente!

Foi um dia e tanto! Muito cansativo, mas ao mesmo tempo teve alguma adrenalina, típica de um interrail.

Às 18h do dia de ontem partimos em direcção a Colónia para fazermos escala para Berlim no comboio das 22h30. Chegados a Köln, fomos para a bilheteira tentar comprar os bilhetes para Berlim. Chegada a nossa vez, a senhora que nos atendeu disse que aquele comboio ia cheio, mas que falássemos com o “conductor” (LOL), que podia ser que conseguíssemos lugar. Comprámos os bilhetes também de Berlim para Auschwitz e de Auschwitz para Praga.

Após isto, fomos dar uma espreitadela fora da estação e ver o ambiente. A catedral de Colónia é uma obra imponente! É de uma altura inacreditável, só vendo mesmo. Em redor da gare de Köln e da catedral existia um ambiente de festa. Alguns “senhores” vestidos de “senhoras”, entenda-se, fatos de Carnaval, eram os reis da festa.

Depois disto fomo-nos sentar à espera do comboio. Ahh! Não disse, mas caso não conseguíssemos lugar no comboio das 22h30, só teríamos lugar no comboio que saía de Köln às 5 da manhã! :S

Pois bem, após um café (amargo) do Starbucks ali da zona, o tão aclamado comboio chegou. Fomos de carruagem em carruagem à procura de alguém que falasse inglês. Lá encontrámos um que, não falando muito inglês, e nós a dizer “ticket to Berlin” lá nos encaminhou para a carruagem 193. E lá fomos nós à procura da dita carruagem. Depois de entrarmos, decidimos sair e ir perguntar a outra pessoa. E assim foi, já com o comboio quase quase em andamento lá nos confirmou para irmos para a carruagem 193.

Lá fomos nós então. Chegando lá, como sabíamos que existiam lugares marcados e supostamente o comboio estava cheio, sentámo-nos no chão. Após algum tempo neste sítio, sempre em sobressalto por causa do revisor, lá chegou ele. Ele só dizia “Tickets please” e nós “we don’t have, we need tickets to Berlin” e no meio da conversa ele lá nos deu dois bilhetes a 4HPIM5712€ cada um. Indicou-nos o lugar e então lá decidimos nós dormir umas horas até chegar a Berlim.

Jantámos entretanto, visto que a fome já batia à porta. Pusemos o despertador e puff!

Entre acordar e adormecer por causa do barulho, devemos ter dormido 2 horas e meia. Chegámos a Berlim eram cerca das o5h00. Fomos fazer tempo, visto que o metro só abria às 6h. E tal foi, eram prai 6h30 quando fomos à procura da hostel.

Chegando à hostel, com o desejo de ir dormir um bocadinho, não foi possível fazê-lo, visto que só tínhamos o quaHPIM5714rto pronto às 14h. Tivemos de deixar as nossas malas grandes no “luggage room”. E assim fomos passear por Berlim.

Fiquei um pouco desiludido. Estava à espera de mais. As grandes obras de engenharia da cidade, estão cobertas de preto em algumas zonas, notando um verdadeiro desleixo para a conservação dos edifícios. A torre de TV é muito alta, mas não nos cativou assim muito.

Visitámos também as portas de Brandenburgo e o memorial do Holocausto. Em relação a este último, devido à quantidade de gente não deu para perceber o verdadeiro significado das coisas.

Depois disto descemos a Av. Sraβe até ao fim. Fizémos sem dúvida uns 2 ou 3 Kms só aqui. Este caminho todo só para apanhar o S-Bahn, porque o nosso passe de interrail dá-nos a possibilidade de andar no S-Bahn gratuitamente.

Fomos almoçar ao Mac (para variHPIM5717ar), e depois voltámos para a hostel. Quando entrámos no quarto estávamos sozinhos mas por esta altura já se encontra cheio de gente. Duas raparigas e dois rapazes. Daqui a pouco já devemos saber quem é quem.

Agora vamos “nanar” um pouco, que sinto o cansaço pelos olhos.

Até logo,

Sérgio.”





Bruxelas

7 07 2009

9 de Agosto de 2008 , 16h35 – Gare du Midi

“Aqui estamos nós em Bruxelas, a cuscar esta cidade. Depois de hora e pouco no Thalys chegámos a esta estação, e  com alguma sorte, encontrámos logo uns cacifos para guardar malas grandes, uma vez que por aqui estamos apenas de passagem. Como o cacifo maior custava 3,50€ e só aceitava moedas, tivemos que ir trocar uma nota de 5€. Fomos ao 1º café que encontrámos mas o senhor não nos quis trocar a nota por moedas. Picuinhas o senhor!

Resolvemos então comprar qualquer coisa baratuxa no super-mercado do lado de modo a termos trocos para o cacifo. Acabamos por comprar M&M’s por 0.64€ que imediatamente foram despachados, tal era a fome. E, para além de fome, o Sérgio tinha também alguma vontade de fazer xixi e por isso lá fomos nós, seguindo as plaquinhas, à procura de um WC. Qual quê?! Aqui na Gare du Midi é preciso pagar para mictar.

HPIM5647 Segurando a vontade mais um pouco lá fomos nós explorar a cidade. Apanhámos o metro até Arts-Loi onde existe um jardim mesmo em frente ao Palácio real.

Depois de andarmos um pouco decidimos experimentar as bicicletas que existem em vários pontos da cidade. Eu disse logo no início que ainda ia cair da bicicleta, uma vez que mal chegava com os pés ao chão. E depois de algumas voltinhas, e ao fazer uma curva, a bicicleta virou e eu fiz puff. No meio de uma praça cheia de gente! Um senhor ainda me ajudou a levantar a bicicleta uma vez que o Sérgio já tinha desaparecido na cuHPIM5662rva, o malandro.

Depois da voltinha de bicicleta e já com a fome a apertar, fomos almoçar e para não variar, fomos ao Mac. Saídos de lá deparámo-nos com alguma aparato na avenida. A policia tinha fechado a via direita e as pessoas juntaram-se todas no meio da rua para ver uma espécie de procissão que se dirigia para a praça principal da cidade. Mais tarde, ficámos a saber que se tratava de uma festa anual. Uma tradição de 700 anos (chamada meyboom) em que as pessoas saem à rua e plantam uma árvore para terem prosperidade para o resto do ano. A árvore tinha que ser plantada até às 17h e o porquê daquela hora não sabemos.

HPIM5682HPIM5678

Depois de sairmos  do meio da confusão das festividades, fomos à procura da famosa estátua do menino a fazer xixi. Nada de especial, é um menino a fazer xixi. Lol! Depois de algumas fotos regressámos a pé para a estação, pois apesar de ainda termos tempo, o cansaço já pesava, já que nos levantámos às 6h45.

Neste momento espera-se pelo comboio para Colónia que parte daqui às 17h59. Entretanto vai-se descansando as pernas.

Até loguinho! HPIM5698

Sofia.

P.S – Fiz uma piada genial no dia 7 que o Sr. Sérgio se esqueceu de mencionar.

Aconteceu assim:

Sérgio – No Sábado temos que acordar cedo e ála que é cardoso.

Eu – E porque é que não pode ser o Luisão!?

Ta dah!”











Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.